Há aproximadamente uma década atrás, a realidade era bem diferente desta que vemos hoje. Crianças brincavam de esconde-esconde, bonecas, carrinhos, amarelinha e pulavam corda. Hoje, no século XXI elas se preocupam em estar usando roupa e acessórios que estão na moda, o último vídeo game que fora lançado e claro, se preocupam em sempre estar on-line em algum site de relacionamentos conversando com aquele amigo virtual que acabou de conhecer em uma sala de bate-papo.
A infância que nossos avós, e até mesmo a que nós tivemos anos atrás, ficou para trás, congelado no tempo. E um novo estilo de infância, - ou pelo menos o que restou dela, é escrito por crianças mais modernas, digamos assim, e com um amadurecimento precoce até demais.
"Antigamente, era na entrada da adolescência que os pais se espantavam com o comportamento dos filhos. Agora, o susto vem mais cedo. As crianças de hoje são inclusive mais inteligentes que as de algumas décadas atrás. Os hábitos, gostos e preocupações da meninada do século XXI nem de longe lembram os das gerações anteriores."
O menino de 2 anos que fuma até 40 cigarros por dia, e os países onde o
fumo é permitido para crianças.
Ontem, 30 de Maio de 2010, o programa Domingo Espetacular transmitiu uma reportagem cujo tema era os países onde o hábito de fumar é permitido para crianças.
A reportagem começa com a história de Aldi Rizal, um bebê da Indonésia de apenas 2 anos de idade que chega a fumar até 40 cigarros por dia. O primeiro a lhe oferecer a primeira tragada foi o próprio pai, quando o menino tinha 1 ano e 8 meses de idade. Segundo o pai, o cigarro não é problema algum, e seu filho, é uma criança saudável.
Em Portugal, há uma festa que é realizada uma vez ao ano no mês de Janeiro, chamada Folia de Reis, e pela tradição o cigarro é permito para as crianças. E há quem diga, que isso não foge da normalidade.
Independente se isso ocorre apenas por tradição em alguns países, como é o caso de Portugal, não é uma atitude correta, moral. Ainda mais que em muitos casos a iniciativa parte dos próprios pais, o que mostra a tamanha irresponsabilidade daqueles que se dizem responsáveis por um menor de idade.
É lamentável saber que existem países que vêem isso como algo normal, e alguns nem sequer se preocupam com a saúde dos próprios filhos. Talvez se os responsáveis tivessem um pouquinho que seja de discernimento a conduta deles sobre estas crianças seria maior. Mas se falta responsabilidade por parte dos adultos - estes que deveriam educar e passar uma educação moral adequada, quem irá zelar por elas?
Talvez, a educação que o mundo oferece dê um jeito nisso, mesmo que não seja a melhor educação e o melhor caminho a seguir. Afinal, é o que acontece com grande parte das crianças, infelizmente.

