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Dayse Carolina
Sem pensamentos clichês e opiniões cópias. Individualista até a última vírgula de sua vida. É uma amante da literatura e da escrita.
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quinta-feira, 30 de junho de 2011

~ By Shakespeare.

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  .       Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

 .       E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

 .       Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. 

 .       Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.

 .       Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. 

 .       Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

 .       Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

 .       Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

 .       Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, contudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

 .       Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.

 .       Portanto... plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!"

William Shakespeare.

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quarta-feira, 1 de junho de 2011

"Ana Cristina cadê você?"

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"Estátuas e cofres. E paredes pintadas. Ninguém sabe o que aconteceu. Ela se jogou da janela do quinto andar." 
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"Pela primeira vez infringi a regra de ouro e voei pra cima sem medir mais as conseqüências. Por que recusamos ser proféticas? E que dialeto é esse para a pequena audiência de serão? Voei para cima: é agora, coração, no carro em fogo pelos ares, sem uma graça atravessando o Estado de São Paulo, de madrugada, por você, e furiosa: é agora, nesta contramão" (Mocidade Independente - Ana C.)
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.       20 de Outubro, foi o Dia do poeta. E por coincidência, em 29 de Outubro completou-se 27 anos da morte de Ana Cristina César, a poeta dita marginal. Podemos até colocá-la junto a grandes nomes - não só da Literatura, como da Música e Cinema, que morreram no auge, aos 31 anos. Para quem não a conhece, uma pequena biografia:  
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 .       Ana Cristina Cesar fez parte de uma geração que viveu importantes acontecimentos políticos. Em maio de 1968, estudantes e trabalhadores sacudiram a França com greves e confrontos contra o autoritarismo, influenciando outras partes do mundo. Sua obra guarda uma sensibilidade tão ímpar quanto a beleza simples de seus versos. Com uma linguagem livre de exageros estéticos, a poesia de Ana C. retrata seu testemunho perplexo diante da vida. Há também em seus poemas o caráter confessional, apresentando o registro da intimidade como se estivéssemos lendo cartas e diários particulares. Isso fica claro nos versos: “Faz três semanas/espero depois da novela/sem falta/um telefonema/de algum ponto perdido do país”. A maneira fragmentária de revelar esta intimidade faz algumas vezes tudo parecer mera aparência, como se a poesia fosse um jogo de gato e rato. De todo modo, Ana Cristina traz à tona pequenas revelações de quem sempre aparentou estar esperando por alguém. A verdade é que sua obra reserva uma fina linha entre o ficcional e o autobiográfico. E é exatamente por isso que ela permanece. 
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.       Vivera em uma época marcada pela contracultura, pelo deboche, pela liberdade sexual, pela força de movimentos feministas, defesa dos direitos civis e dos trabalhadores. Entre tantos fatos, a poeta não mediu palavras e esforços para fugir da rotina comum. "Infringiu a regra de ouro" se libertando do estereótipo de mulherzinha, tratando de dar liberdade para si mesma. "Voou para cima" se esquecendo dos limites, e "andou na contramão" ao desvencilhar-se do conjunto de regras e cotidiano clichê dos anos 80.
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.       O trecho da música "Pais e Filhos" do Legião Urbana é muito sugestivo; e não poderia escolher outro fragmento para abrir esta postagem, uma vez que a escritora cometeu suicídio atirando-se da janela do 13º andar de um edifício da Rua Tonelero, aos trinta e um anos de idade.

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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Jack Kerouac e a Geração Beat.

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"Eu só confio nas pessoas loucas, aquelas que são loucas pra viver, loucas para falar, loucas para serem salvas, desejosas de tudo ao mesmo tempo, que nunca bocejam ou dizem uma coisa corriqueira, mas queimam, queimam, queimam, como fabulosas velas amarelas romanas explodindo como aranhas através das estrelas."
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 .       Sabe, existem livros e autores que devem ser lidos em uma determinada altura da sua vida, ilustrando esta assertiva temos: Lewis Carroll e Edward Lear, e não seria diferente com Jack Kerouac. Quem teve o prazer de ler On The Road no auge de suas vida, digamos assim, verá que é a pura verdade. Claro, se você deixar este livro em sua pequena biblioteca e desfrutar das ideias de Kerouac quando for mais velho,  não sentirá o mesmo entusiasmo se tivesse o feito há uns vinte, trinta anos atrás. Fica a dica do meu professor de Literatura.
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Jean-Louis Lebris de Kerouac (12 de Março de 1922 - 21 de Outubro de 1969)
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.       Certa vez Lispector disse: "Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento." Certo, há quem prefira viver de modo recatado, sem extravagâncias. Seguindo a atordoante rotina da vida, cumprindo seu papel na perpetuação da espécie. Elas apenas.. vivem. Se de um lado existem os recatados, do outro lado encontramos àqueles que norteiam a rotina e não seguem um cotidiano "normalzinho". Em linhas gerais, eles optam por viver intensamente; com curiosidades incessantes e sedentos pela descoberta do novo. Pôr a mochila nas costas e simplesmente sair rumo à qualquer direção. Mergulhando em um mundo em que "Limite" é uma palavra que não existe em seu dicionário. 
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 .      Assim fizeram os jovens da década de 50 e 60 na tão conhecida "Beat Generation", termo cunhado pelo escritor Jack Kerouac - que viajou na marinha mercante em plena Segunda Guerra Mundial, percorreu a América de ponta à ponta, em busca de mulheres, drogas ou uma “nova visão” – estas viagens viriam a culminar no épico On the Road, que mais tarde foi considerado a "bíblia hippie". Kerouac tornou-se um símbolo e um herói da cultura dos anos 1960. Nas palavras do próprio: "A Beat Generation, que foi uma visão que nós, John Clellon Holmes e eu, e Allen Ginsberg tivemos, numa maneira ainda mais selvagem, no final dos anos 40, de uma geração de loucos, iluminados hipsters, fez subitamente a América ascender e avançar, seriamente a vadiar e a pedir boleia em todo o lado, esfarrapada, beatificada, bonita de uma nova forma graciosamente feia." Convém ponderar que muitas vezes bate aquela vontade de ser "Kerouac por um dia", ou até mesmo semanas, meses. Ou mergulhar sem medir consequências, e se render sem se preocupar em entender. Talvez este seja o real significado de V I V E R. 


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