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"Eu prefiro ter a beijado uma vez, ter a abraçado uma vez, ter a tocado uma vez do
que passar a eternidade sem isso."
- . A princípio, creio que não sejam poucos os que se emocionaram ao filme "Der Himmel ünder Berlin" (Asas do Desejo), ou então a sua versão Hollywoodiana City Of Angels, na tradução "Cidade dos Anjos". Quaisquer dos filmes que tenha assistido tem praticamente o mesmo enredo. Em suma, é a estória de um anjo que se encanta por uma mortal.
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. O ser celestial não pode sentir calor, nem o vento no rosto, o gosto de uma fruta ou o toque da sua amada, assim ele cogita em deixar de ser um imortal para poder amar e ser amado intensamente. Para isso, é necessário que ele se atire de um local alto. Então, o anjo de vestes inteiramente negra, fecha os seus olhos e abre os abraços para um mergulho sem volta, mas com uma recompensa indescretível, tudo em nome do amor. Após se tornar humano, ele dá valor as chamadas pequenas coisas que a vida pode oferecer; tomar uma xícara de café, sentir o sabor de uma fruta, mexer os dedos depois de retirar os sapatos. E no ápice da paixão dos dois, quando os telespectadores mais românticos idealizam um término regado a "viveram felizes para sempre", o diretor faz questão de colocar mais pitada de drama e lágrimas ao Romance que fora tão perfeito e de arrancar facilmente alguns suspiros, até daqueles que se declaram "não-românticos". . Meg, escolhendo o caminho oposto, realiza o mesmo mergulho sem volta. Pedalando em uma rua quase deserta, ela fecha seus olhos e retira suas mãos da bicicleta, e de braços abertos contra o vento; dando asas à sua confiança e totalmente entregue ao que o destino lhe reservara deixa escapar um pequeno sorriso ao se lembrar dos bons momentos que passara. Até que um caminhão aparece na mesma pista em que ela se encontrava, e perdendo o controle da direção, acaba perdendo a vida - tendo um paradoxo entre ela e o anjo, o qual ganhou uma vida por ela.
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. O filme é Romântico e termina com uma cena drástica. Fico pensando se realmente temos pleno controle sobre nossas vidas, se a todo momento estamos na direção. Se realmente vale à pena tomar decisões sem voltas em nome de outrem. Mergulhar em um mundo até então desconhecido e ter as experiências mais inusitadas. Ou no ápice desta realização, depositar demasiada confiança e logo perder o controle da direção, e ter a certeza que não sou a Senhora do meu próprio destino. As vezes arriscar tudo o que se conquistou, fechar os olhos e abrir os braços ficando a mercê do destino não é uma boa escolha É melhor se manter na direção e ter confiança em si próprio.
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Algumas Cenas do Filme: City of Angels.
A primeira música da seleção que está tocando no Blog é uma das músicas que é trilha sonora do filme.








