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Dayse Carolina
Sem pensamentos clichês e opiniões cópias. Individualista até a última vírgula de sua vida. É uma amante da literatura e da escrita.
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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

~ Soledad.



"Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite."
-
(Clarice Lispector).

.   Translúcidas lágrimas caíam do cinzento céu, densa e mansa molhavam a fina areia da praia; na qual eu me encontrava de joelhos e cabeça baixa. Os respingos d'água cobriam-me por inteiro, encharcando as pequenas mechas de meu cabelo; cujos fios caíam sobre meus olhos ardos, embaçando minha visão que tinha como foco lugar algum, juntamente com as salgadas lágrimas que misturavam-se com as puras gotas d'água de um céu com aparência melancólica sobre minha cabeça. A chuva deveras tinha o poder de renovar o ar, o deixando fresco. Quem me dera assim minha dor apagar, a tristeza se afogar em meio ao aguaçeiro, a solidão decipar-se como a tépida brisa que me rodeava. Quem me dera poder tatear sua pele, tracejar seus lábios com os meus, envolver-me em teus braços tão confortantes, ou ao menos, vêl-lo esboçar seu sorriso bonito mais uma vez. Na ilusão de um amor eterno e sonhos profanos, descobri a solidão que me sufoca a cada suspiro de saudade. Encontro o silêncio quando minha'alma grita incansável pelo seu nome, envolvo meus braços em meu próprio corpo, na tentativa em vão de me proteger, mas estou desprotegido longe de ti. É uma ferida que jamais será fechada, cicatrizes desenhadas em um murcho coração, as quais são capazes de silenciar vozes, pois, as lágrimas que transbordam de meus pesados olhos são o suficiente para descrever o que sinto. 
 -
.    Hoje, fico á olhar o imenso mar a minha frente, acompanhando os movimentos contínuos de vai e vem das calmas ondas, na esperança de, assim como as mesmas levaram meu amado de mim, o tragam de volta para os meus braços. Perseguido pelas sombras das lembranças, devoto do medo e da insegurança que caminha ao meu lado, alimentando-me da pouca esperança que me resta. Em minhas mãos, pressiono o pequeno colar prateado que me deste no dia de sua partida, com os dizeres "Eu sempre te amarei", gravados no mesmo. Ainda aguardo o dia que irei me libertar das correntes da trsiteza, que tanto sou prisioneiro, e despertar do sono da solidão, que tanto embriaga a minha consciência. 


Por: Dayse Carollina.

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