"Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite."
-(Clarice Lispector)
. Translúcidas lágrimas caíam do cinzento céu, densa e mansa molhavam a fina areia da praia; na qual eu me encontrava de joelhos e cabeça baixa. Os respingos d'água cobriam-me por inteiro, encharcando as pequenas mechas de meu cabelo; cujos fios caíam sobre meus olhos ardos, embaçando minha visão que tinha como foco lugar algum, juntamente com as salgadas lágrimas que misturavam-se com as puras gotas d'água de um céu com aparência melancólica sobre minha cabeça. A chuva deveras tinha o poder de renovar o ar, o deixando fresco. Quem me dera assim minha dor apagar, a tristeza se afogar em meio ao aguaçeiro, a solidão decipar-se como a tépida brisa que me rodeava. Quem me dera poder tatear sua pele, tracejar seus lábios com os meus, envolver-me em teus braços tão confortantes, ou ao menos, vêl-lo esboçar seu sorriso bonito mais uma vez. Na ilusão de um amor eterno e sonhos profanos, descobri a solidão que me sufoca a cada suspiro de saudade. Encontro o silêncio quando minha'alma grita incansável pelo seu nome, envolvo meus braços em meu próprio corpo, na tentativa em vão de me proteger, mas estou desprotegido longe de ti. É uma ferida que jamais será fechada, cicatrizes desenhadas em um murcho coração, as quais são capazes de silenciar vozes, pois, as lágrimas que transbordam de meus pesados olhos são o suficiente para descrever o que sinto.
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. Hoje, fico á olhar o imenso mar a minha frente, acompanhando os movimentos contínuos de vai e vem das calmas ondas, na esperança de, assim como as mesmas levaram meu amado de mim, o tragam de volta para os meus braços. Perseguido pelas sombras das lembranças, devoto do medo e da insegurança que caminha ao meu lado, alimentando-me da pouca esperança que me resta. Em minhas mãos, pressiono o pequeno colar prateado que me deste no dia de sua partida, com os dizeres "Eu sempre te amarei", gravados no mesmo. Ainda aguardo o dia que irei me libertar das correntes da trsiteza, que tanto sou prisioneiro, e despertar do sono da solidão, que tanto embriaga a minha consciência.
Por: Dayse Carollina.


12 comentários:
lindo post (:
http://nenhumaalternativa.blogspot.com/
comenta e segue tbm? *-*
oie...to retribuindo a visita ...
eu concordo com vc em relação aos pais...
adorei seu blog
^^
Fascinante texto...
Soa como uma imagem em movimento...
Adorei!
Uma menina linda, possui um blog lindo...
gostei do texto vc escreve muito bem
visite: http://adolescente-antenado.blogspot.com/
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Obrigada pessoa linda. :)
texto muito bom,parabens ;)
tb qro ser psicologo lo/
ashuashuas
vou seguir teu blog
Dayse,
Muito intenso o que você escreveu. Gostei do "ambiente" que criou, a chuva caindo, o tempo chuvoso, o mar, enfim, você criou uma atmosfera muito envolvente e usou muito bem esses elementos pra falar da saudade, da solidão. Me chamou atenção também que você usou o texto no masculino, ou seja, um personagem, uma ótica masculina, e você é mulher, o que tornou o texto pessoal, sem ser na 1ª pessoa. Lindo!
http://estacaoprimeiradosamba.blogspot.com/
Exatamente, Sandro. (:
É muito clichê uma estória em que a mulher sofre pela perda de seu amado, e mais clichê do que isso é colocar um homem e uma mulher como personagens principais. Cabeça aberta, pessoas. Gostei muito do seu comentário e da análise que fez. E que bom você ter gostado, obrigada.
Um futuro Psicólogo. :D
Que interessante Stivie. (: Sempre encontro alguém que quer ser Psicólogo por aqui no BLOG. Obrigada pelo seu comentário. :)
Que lindo texto. Toda um descrição de sensações e sentimentos. Parece que você se jogou por inteira para escreve-lo. Adorei a descrição do começo, as lágrimas, o céu, enfim, tudo. :)
eh engraçado, as vezes lemos algo, que parece que foi escrito para nos, esse texto, lembra muito minha Solidão.
Sakuya,
Algumas pessoas também me disseram isso. Anyway, I'm sorry. ;;
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Obrigada a quem leu a postagem, e muitíssimo obrigada pelo seu comentário. Volte sempre ;)