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Dayse Carolina
Sem pensamentos clichês e opiniões cópias. Individualista até a última vírgula de sua vida. É uma amante da literatura e da escrita.
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sexta-feira, 30 de abril de 2010

#nowplaying

And now it seems that I have found nothing at all.
I want to hear your voice out loud.
Slow it down, slow it down.
Without it all, I'm choking on nothing
It's clear in my head and I'm screaming for something.

On My Own - The Used ♥ 

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Yes! Heróis Existem.


 

     Então, 33 aninhos de existência. E há muitos vem cumprindo sua trajetória no My Chemical Romance com todo o seu talento. Seja com sua voz, seu lindo jeito de ser, ou com suas frases e comentários um tanto suspeitos; ele sempre consegue encantar e enlouquecer grandes platéias em várias partes do Mundo. Jà foi e é muito rotulado por aqueles que se dizem críticos de alguma coisa, mas rótulos não são importantes, afinal, para muitos você não é apenas o vocalista de uma banda, ou o escritor de uma HQ. Você é um cara incrível. Hoje, é aquele Gerard com cara de homem culto e responsável. Vocalista de uma banda famosa, Pai de família, Marido, escritor de uma HQ, compositor. E entre tudo isso, é incrivelmente sedutor nas fotos com suas poses, caras e bocas. Você é um verdadeiro Herói. Meu Herói.

      Saudades daquele Gerard da época do Revenge, que em cada entrevista aparecia com uma cor de mecha de cabelo diferente. Sabe, aquele Gerard gordinho e fofinho? Hoje, é aquele Gerard com cara de homem culto e responsável. Vocalista de uma banda famosa, Pai de família, Marido, escritor de uma HQ, compositor. E entre tudo isso, é incrivelmente sedutor nas fotos com suas poses, caras e bocas. Você é meu Herói, obrigada por existir. ♥

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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

~ Vento no Litoral.






"Seize the day or die regretting the time you lost. It's empty and cold without you here, too many people to ache over."

   Nove de Fevereiro de 1981, chegava ao mundo aquele que seria admirados por muitas pessoas, não só pelo seu incrível talento como baterista, mas também como pessoa. Quem diria que esse garotinho iria se transformar em um grande baterista, em uma grande banda, cercado de grandes amigos e Fãs enlouquecidos com seus solos durante os Shows. Hoje, ainda é muito estranho falar sobre ele no passado, pois é difícil de aceitar que um dos seu Ídolos foi embora e que, você jamais irá vê-lo com sua banda favorita novamente. 

   Certa vez, você mesmo disse que não passaria dos 30, e pensávamos "Quanta besteira, Jimmy". Ficávamos felizes ao desejar um Happy Birthday para você mesmo que virtualmente. Imaginávamos a farra que você e seus amigos faziam todos os anos nesse dia tão especial, afinal, você vivia a vida intensamente e fazia cada dia valer muito a pena. Infelizmente, esse Happy Birthday de hoje, é carregado de tristeza e saudades. Mas a vida não é feita apenas dessas duas palavras, embora elas estejam presentes neste momento. Todos que conviveram com você, devem ter incontáveis lembrancas, e todas elas recheada de felicidade. 
   Infelizmente nunca o conheci pessoalmente, mas acredito em amor platônico, aquele que não precisa ser tocado e nem visto pessoalmente, mas creio que, esse seja uma das formas de amar alguém das mais sinceras que existem. Muitíssimo obrigada por esses anos de muitas risadas por suas brincadeiras e por toda emocão a cada Show do Avenged. Você fazia parte da essência do Avenged Sevenfold, da espécie de quebra-cabeca da banda; onde as 5 pecas se encaixavam perfeitamente, de toda a Química que há entre todos eles, e a tua ausência é irreparável. Onde quer que você esteja, saiba que jamais será esquecido, e para sempre iremos te amar.

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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

~ Soledad.



"Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite."
-
(Clarice Lispector).

.    Translúcidas lágrimas caíam do cinzento céu, densa e mansa molhavam a fina areia da praia; na qual eu me encontrava de joelhos e cabeça baixa. Os respingos d'água cobriam-me por inteiro, encharcando as pequenas mechas de meu cabelo; cujos fios caíam sobre meus olhos ardos, embaçando minha visão que tinha como foco lugar algum, juntamente com as salgadas lágrimas que misturavam-se com as puras gotas d'água de um céu com aparência melancólica sobre minha cabeça. A chuva deveras tinha o poder de renovar o ar, o deixando fresco. Quem me dera assim minha dor apagar, a tristeza se afogar em meio ao aguaçeiro, a solidão decipar-se como a tépida brisa que me rodeava. Quem me dera poder tatear sua pele, tracejar seus lábios com os meus, envolver-me em teus braços tão confortantes, ou ao menos, vêl-lo esboçar seu sorriso bonito mais uma vez. Na ilusão de um amor eterno e sonhos profanos, descobri a solidão que me sufoca a cada suspiro de saudade. Encontro o silêncio quando minha'alma grita incansável pelo seu nome, envolvo meus braços em meu próprio corpo, na tentativa em vão de me proteger, mas estou desprotegido longe de ti. É uma ferida que jamais será fechada, cicatrizes desenhadas em um murcho coração, as quais são capazes de silenciar vozes, pois, as lágrimas que transbordam de meus pesados olhos são o suficiente para descrever o que sinto. 
 -
.    Hoje, fico á olhar o imenso mar a minha frente, acompanhando os movimentos contínuos de vai e vem das calmas ondas, na esperança de, assim como as mesmas levaram meu amado de mim, o tragam de volta para os meus braços. Perseguido pelas sombras das lembranças, devoto do medo e da insegurança que caminha ao meu lado, alimentando-me da pouca esperança que me resta. Em minhas mãos, pressiono o pequeno colar prateado que me deste no dia de sua partida, com os dizeres "Eu sempre te amarei", gravados no mesmo. Ainda aguardo o dia que irei me libertar das correntes da trsiteza, que tanto sou prisioneiro, e despertar do sono da solidão, que tanto embriaga a minha consciência. 


Por: Dayse Carollina.

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~ A gente se acostuma ...

 
 Eu sei que a gente se acostuma. 
Mas não devia.

    A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e não ver vista que não sejam as janelas ao redor. E porque não tem vista logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma e não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, se esquece do sol, se esquece do ar, esquece da amplidão.
A gente se acostuma a acordar sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder tempo. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

    A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E não aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números, da longa duração.

    A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: “hoje não posso ir”. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisa tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que se deseja e necessita. E a lutar para ganhar com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

    A gente se acostuma a andar nas ruas e ver cartazes. A abrir as revistas e ler artigos. A ligar a televisão e assistir comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

    A gente se acostuma à poluição, às salas fechadas de ar condicionado e ao cheiro de cigarros. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam à luz natural. Às bactérias de água potável. À contaminação da água do mar. À morte lenta dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinhos, a não ter galo de madrugada, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta por perto.

    A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta lá.
Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua o resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem muito sono atrasado.

    A gente se acostuma a não falar na aspereza para preservar a pele. Se acostuma para evitar sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.

A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.

De: Marina Colassanti

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Achei interessantíssimo esse texto, pois hoje em dia tudo o que acontece é bem assim mesmo. Nos acostumamos com tudo a nossa volta, mesmo se algum dia isso causar algum mal a nós. Já nos acostumamos com tantas coisas, tantas atrocidades, tantos males, tantas injusticas, que agora preferimos nos calar diante de tudo. O que não deveríamos fazer jamais.

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~ 18 Years;




Tempo não só de curtição.

      Do ponto de vista de muitos adolescentes, fazer 18 anos é o que há de melhor na vida. Logo pensam em curtir a vida ao extremo; com muita aventura, viver correndo riscos, chegar em casa altas horas da noite, depois de se acabar de dançar na balada com os amigos, beber todas até cair, e depois beber mais um pouco, e finalmente ser incluído no grupinho de amigos mais badalados, as bonecas e carrinhos que tanto lhe foram úteis na infância são deixados de lado. Outros pensam em comprar o seu primeiro carro, levar aquela pessoa que você adora para dar uma volta. A maioria das garotas pensam em fazer AQUELA festa, tudo para eternizar um momento, que para muitas, é de extrema importância e muito valioso, e finalmente depois de anos e anos aguardando por isso, realizam seus sonhos, dançam valsa em um salão de festas com muitas pessoas ao seu redor. Há alguns pais que, deslumbrados com o momento, se emocionam ao ver o belo sorriso no rosto da filha, e sorri também ao se darem conta de que aquela garotinha que na infância corria por todos os lados brincando com sua boneca na mão; está se transformando em uma Linda Mulher. 
     Completar dezoito anos é com certeza, o sonho de muitos adolescentes, claro, pois com essa idade serão “donos de seus próprios narizes”, e assim, já se acham mais maduros e responsáveis para tomar as suas próprias decisões. E sem contar que, isso significa menos controle dos pais. Até poderia falar em primeiro amor ou algo do tipo, mas d jeito que anda a juventude de hoje, essa coisa de primeiro namorado, primeiro beijo, já foi bem antes dos 18 anos para a maioria, não?
      Okay, deixando de lado um pouco o lado divertido. 18 Anos também é tempo de se ter mais 'Responsabilidade', - eis a palavrinha que assusta muita gente, hm - acho que essa é uma das palavras primordiais que devem vir a cabeça de um adolescente de dezoito anos. Claro, logo, logo, você sabe que vai ter que tomar aquela vergonha na cara e ir logo procurando o seu primeiro emprego, pensando em prestar um vestibular, pensar no seu futuro dali em diante, afinal, seus pais não vão estar para sempre para te sustentar, arcar com as suas despesas, certo? Eu não acho esse lado de se fazer 18 anos tão ruim, pelo contrário, é bom. Você sabe que vai ter que adquirir mais e mais aprendizados, sejam eles com a vida ou não. Então, curta esse momento ao máximo que puder, afinal, você não terá essa idade para sempre. Mas curta com moderação (q) SAUDHAUF e não saia por aí fazendo coisas que exigem uma maior responsabilidade, é bom aproveitar a vida enquanto só há você mesmo para se preocupar. (:

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